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Genoma Humano

. As cerca de 3x109 (3 mil milhoes) de bases de

DNA que constituem o genoma humano formam os cerca de 30 mil genes que ditam se somos altos ou baixos, de cabelo claro ou escuro, ou se temos alguma doença hereditária. Mas aquilo que também nos torna únicos e a nossa mente ou, de forma mais cientifica, o nosso sistema nervoso, e em particular o cérebro. As neurociências são a área da biologia que se dedica precisamente ao estudo do sistema nervoso.

 

O cerebro humano e formado por um numero impressionante de celulas, que podemos dividir em duas categorias: neuronios e celulas da glia. Estima-se que o nosso cerebro seja formado por cerca de 1011 (100 mil milhoes) de neuronios e cerca de 10 a 50 vezes mais celulas da glia. Torna-se assim evidente que o numero de celulas no nosso sistema nervoso ultrapassa largamente o numero de bases de DNA em cada uma das nossas celulas.

Os neurónios são células extremamente especializadas, mas que partilham uma arquitectura semelhante. A complexidade do comportamento humano advêm, em grande parte, do facto de que um número elevado de neurónios formam circuitos anatómicos precisos que controlam tudo aquilo que somos, quer a nível físico quer a nível psicológico. Por outro lado, as células da glia desempenham um papel vital ao envolverem os neurónios e assegurarem que a comunicação entre eles se faz de forma eficiente.

Foi só no final do século XIX que se começou a perceber como funciona o sistema nervoso, e ainda hoje subsistem inúmeras dúvidas quanto ao seu funcionamento. A investigação em neurociências assume assim um papel fundamental, e atrai a atenção de dezenas de milhares de investigadores por todo o mundo.

Uma das formas utilizadas pelos investigadores para perceberem o funcionamento dos circuitos neuronais e das suas funções passa pelo estudo das muitas patologias que podem afectar o sistema nervoso.

Actualmente conhecem-se diversas substancias chamadas neurotransmissores, moléculas que permitem a comunicação entre diferentes sistemas neuronais no cérebro. Varias doenças neurodegenerativas, isto é, em que há degeneração de tecidos nervosos, estão associadas com distúrbios ao nível da produção de neurotransmissores e entre a comunicação entre diferentes circuitos cerebrais. Entre este tipo de doenças encontra-se a mais comum destas doenças: a doença de Alzheimer, descrita pela primeira vez há 100 anos, que afecta cerca de 2% da população mundial com mais de 65 anos de idade. A doença de Alzheimer esta associada a perda de neurónios que secretam o neurotransmissor acetilcolina, e resulta na perda progressiva da capacidade cognitiva. A segunda doença neurodegenerativa mais comum e a doença de Parkinson, descrita ainda no século XIX. Esta doença afecta cerca de 1% dos indivíduos com mais de 65 anos, e esta associada com a perda de neurónios que produzem o neurotransmissor dopamina, tendo como consequências principais a rigidez muscular, lentidão de movimentos, e tremores.

Técnicas modernas de microscopia e imagiologia utilizadas aplicadas as neurociências tem permitido avanços significativos no que respeita a compreensão dos mecanismos moleculares e celulares envolvidos no aparecimento e progressão destas doenças. Estes estudos prometem o desenvolvimento de novas terapêuticas para estas e outras doenças do sistema nervoso. Em ultima instancia, espera-se que a investigação em neurociências resulte na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelo desenvolvimento de emoções e consciência que são, no fundo, aquilo que nos distingue de outros seres.

 

 

Tiago Outeiro,  PhD

Instituto de Medicina Molecular,
Cellular and Molecular Neuroscience Unit
Instituto de Fisiologia, Faculdade de Medicina de Lisboa

Massachusetts General Hospital
Harvard Medical School
USA

 

 
 
   
 
 
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