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Parkinson: Recurso à neuro-estimulação electrónica ainda limitado - especialista

Bastos Lima, que dirige o serviço especializado nesta área no Hospital de Santo António, cuja experiência de um ano é analisada segunda-feira, acentuou que a escassez de intervenções cirúrgicas deste tipo se justifica em parte pelas frequentes contra-indicações, mas também pela complexidade e morosidade do processo.


"Apenas um grupo restrito de portadores [da doença de Parkinson] pode aspirar a melhorar a sua qualidade de vida através do implante de eléctrodos neuro-estimuladores no seu cérebro", acrescentou o neurologista, em declarações à agência Lusa.


O recurso à electrónica para ajudar os doentes de Parkinson foi estreado em Grenoble, França, em 1987, estando disponível em Portugal desde 2002.


Dos 20 mil portugueses portadores da doença de Parkinson, só uns 500 obedecem, segundo o neurologista, aos requisitos para uma intervenção deste tipo.


No entanto, apenas 50 obtiveram resposta positiva nos quatro centros nacionais especializados, nomeadamente nos hospitais da Universidade de Coimbra, Santa Maria (Lisboa) e S. João e Santo António (Porto).


Parkinson é uma doença cerebral degenerativa caracterizada por uma perda progressiva da mobilidade e rigidez, tremor e dificuldade da fala, de que padecia, por exemplo, o anterior Papa, João Paulo II.


Não há qualquer terapêutica curativa ou preventiva para esta doença, embora uma droga lançada nos anos 60, designada "L-dopa" tenha mudado radicalmente, segundo o clínico, a vida de muitos dos doentes de Parkinson.


Bastos Lima referiu, contudo, que a terapêutica veio a gerar "complicações, que têm a ver com movimentos involuntários, que podem atrapalhar a mobilidade".


Em alguns casos, o fármaco começou também a não surtir efeito ou a provocar respostas inesperadas.


"É aqui que entra a cirurgia", disse o especialista, explicando que a técnica, desenvolvida pelo francês Alim-Louis Benabid, consiste na implantação de eléctrodos numa área do cérebro ligada ao sistema nervoso central e associada aos movimentos.


Os eléctrodos são ligados a um neuro-estimulador implantado sobre o peito, onde se regulam os impulsos eléctricos capazes de compensar a falta de dopamina, uma intermediária na formação da adrenalina.


O neurologista advertiu que a cirurgia para implante do sistema electrónico "só se faz em último recurso, quando estão esgotadas todas as estratégias farmacológicas" e apenas para portadores de Parkinson há pelo menos cinco anos.


"Todos os doentes que constatam que as drogas já não dão resultados gostariam de ser operados, mas o crivo é muito apertado", avisou, referindo que uma das causas que pode travar uma intervenção é uma depressão grave directamente associada à Parkinson.


O neurocirurgião sublinhou que a intervenção cirúrgica apenas beneficia o paciente do ponto de vista motor, não se obtendo qualquer regressão nas alterações que a doença de Parkinson possa provocar, por exemplo, a nível intelectual.


Esta operação, que pode demorar até 12 horas e envolve também engenheiros electrotécnicos e técnicos de informática, é uma das raras intervenções cirúrgicas em que o paciente não é sujeito a qualquer anestesia porque tem de estar acordado para colaborar em testes realizados em simultâneo, explicou Bastos Lima.


Segundo o neurologista, após a intervenção torna-se necessário um trabalho "paciente" de ajustes do neuro-estimulador, o que implica grande disponibilidade psicológica e de tempo por parte do paciente.


A unidade do Hospital Santo António para implante de eléctrodos neuro-estimuladores iniciou a actividade há um ano e realizou nove intervenções cirúrgicas.


"Quase o objectivo programado, que seria fazer uma por mês", disse Bastos Lima.


O neurocirurgião, que estimou os custos destas intervenções em cerca de 32.500 euros cada, disse esperar que a transformação do Hospital Santo António em unidade do sector público empresarial não comprometa o futuro do programa.


A experiência de um ano do Hospital Geral de Santo António nesta área vai ser analisada durante uma sessão científica marcada para a manhã de segunda-feira no Auditório Doutor Alexandre Moreira do estabelecimento hospitalar.


JGJ.


Porto, 10 Fev (Lusa)

 
 
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