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Proteína trava morte e regenera neurónios na doença de Parkinson

O "factor neurotrófico [proteína] travou a morte de neurónios e ainda regenerou alguns dos que já estavam lesados", afirmou ao DN um dos investigadores envolvidos, Mart Saarma. A linha de investigação publicada hoje na revista Nature abre caminho a novas terapêuticas.

A doença de Parkinson caracteriza-se por uma perda significativa de neurónios dopaminérgicos (situados no interior do cérebro, na chamada substância negra), "incapazes de se dividir e que controlam a coordenação e os nossos movimentos", explica Saarma, director do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Helsínquia. A sua morte não tem cura e a doença é detectada quando cerca de 70% destas células nervosas foram destruídas. É aí que se manifestam os primeiros sintomas.

Depois de se ter induzido a doença em ratinhos, através de injecção de uma toxina, e de em algumas semanas o rato ter apresentado sintomas da doença, "testámos a proteína e conseguimos que os ratos ficassem protegidos da doença. Ainda conseguimos restaurar alguns neurónios afectados", explica o investigador.

O factor CDNF, agora descoberto, "é muito antigo e foi encontrado em animais invertebrados (como vermes). Anteriomente, já tinha sido utilizado com sucesso um outro factor, mas acabou por revelar efeitos adversos. "Agora precisamos de fazer testes toxicológicos, aumentando a concentração da proteína, e depois passaremos aos testes em animais", afirma. Os testes clínicos surgirão após os testes em macacos, o que o investigador prevê que venha a acontecer "dentro de ano, ano e meio".

Actualmente, a doença afecta vinte mil portugueses e, perante o aumento da longevidade "prevê-se que os números tripliquem dentro de 50 anos", disse ao DN a neurologista Helena Coelho. Os casos de Parkinson de aparecimento tardio tendem a aumentar, bem como a prevalência da doença a partir dos 45, 50 anos", avança a presidente da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, Maria de Lurdes Gaudich.

Helena Coelho congratulou-se com o facto de haver mais uma via na investigação de Parkinson, mas lembrou que "a passagem para os humanos tem as suas dificuldades". O investigador Mart Saarma considera que a descoberta é promissora e que pode "travar parte do processo da doença, travando a morte de células. Actualmente, os fármacos ajudam os doentes a sentir-se melhor, mas não travam a doença". Segundo os investigadores da Finlândia e Estónia, a médio prazo será possível criar terapêuticas neuro-regenerativas e de restauro neurológico. |

DIANA MENDES
RUI COUTINHO-ARQUIVO DN (imagem)

- Notícia gentilmente cedida por Helena Serrador

 
 
   
 
 
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